Palestras

O Mercador de Veneza: a justiça em Shakespeare (C 1 – Pinheiros – São Paulo)

A relação entre  direito e a literatura é sempre muito instigante em várias obras. O Mercador de Veneza é, sem dúvida, uma obra de arte sempre revisitada quando se trata de falar dessa relação. Normalmente, a peça costuma ser citada para ilustrar questões ligadas à validade dos contratos. Contudo, O Mercador de Veneza é muito mais do que um exemplo de que determinados contratos não são aceitáveis. Shakespeare inovou, em O Mercador de Veneza, ao estender sua ficção até os tribunais. Isso é comum, hoje em dia, no cinema e na televisão, mas foi inventado por ele, por um dramaturgo que vivia numa Inglaterra profundamente contenciosa e fascinada pelas reviravoltas dos tribunais. A peça traz o processo judicial para o palco, com todos os seus jogos, sua teatralidade e suas sutilezas argumentativas. O autor inglês descobre que há um lugar retórico a meio caminho entre o drama judicial e o drama teatral: seriam parentes?

Palestra/oficina de 2 horas.

Local: Avenida Faria Lima, 1226, 1º andar, Estação Faria Lima do Metrô, Bairro de Pinheiros, São Paulo-SP.

Professora: Márcia Hoffmann do Amaral da Silva Turri. É juíza e doutora em filosofia pela USP.

Data e horário:

Inscreva-se aqui

Direito à memória, à verdade e à justiça: reflexões sobre a ditadura brasileira (P 1 – Pinheiros – São Paulo)

Temas abordados: Contextualizar e questionar os três nortes que deveriam guiar os trabalhos da Comissão Nacional da Verdade na reparação aos atingidos pela ditadura civil-militar brasileira (1964-1985). A reflexão sobre esses três direitos – memória, verdade e justiça – será feita de um ponto de vista simultaneamente pessoal, particular, e geral, histórico e filosófico; e visa pensar a herança que a ditadura legou para o Brasil, o único país da América do Sul que não teve uma justiça de transição. 1 – testemunho como fonte da História; 2 – Memória; 3 – Verdade; 4 – Justiça.

Curso de 2 hs

Local: Rua Dr. Plinio Barreto, 285, Bela Vista, São Paulo-SP – SESC NOVE DE JULHO – tel.: 32545600.

Professora: Tessa Moura Lacerda, da área de filosofia moderna do departamento de filosofia da USP e autora, dentre outros, de “As paixões”.

Data e horário: Dia 8 de agosto, das 15 às 17 hs

Inscreva-se aqui

Direitos humanos, lutas sociais e os saberes emergentes (P 1- Pinheiros – São Paulo)

O objetivo do curso é refletir sobre o modo como as lutas específicas e a organização própria de movimentos de direitos humanos são traduzidos, transitam, sofrem o bloqueio ou se potencializam na relação com as instituições de Estado e suas políticas públicas. Nestas lutas uma série de saberes autorizados são, em alguma medida, reconhecidos e, por vezes, descolonizados pelos sujeitos em luta. Intentamos compreender e analisar, sob o compromisso de trazer à tona, as lutas locais, singulares e não autorizadas que se chocam com a política dos especialistas, do cálculo realizado em nome de uma governabilidade. Trata-se de pensarmos nos direitos humanos como espaço de produção de saberes emergentes e de resistência.

Curso de 4 sessões de 100 minutos/semana

Local: Rua Dr. Plinio Barreto, 285, Bela Vista, São Paulo-SP – SESC NOVE DE JULHO – tel.: 32545600.

Professor: Edson Teles, do departamento de filosofia da Unifesp. É autor, dentre outros, de “O que resta da ditadura – a exceção brasileira”.

Data e horário: dia 15 de outubro, das 10 às 12 h.

Inscreva-se aqui